quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O que é um Natal?

É estranho parar pra pensar o que representa o dia 25 de dezembro todos os anos. Esperamos sempre uma bela festa, sorrisos, alegria, presentes. Esperamos sempre um momento de descontração, boas comidas, um saboroso champanhe. Esperamos felicidade. Mas o que é felicidade? Ontem, indo para casa 22h para me arrumar e sair, vi o caminhão de lixo passando na rua. O que é o dia 25 de dezembro para esses 4 trabalhadores?

Pensando bem, acho que idealizamos demais essa data. Nos obrigamos a estar felizes e junto de pessoas que também devem estar. Estar triste não é permitido. Quando você está triste parece que você está por fora daquele estado de espírito de todas as casas. Você não está adequada.

Ontem, se eu não vi uma bela árvore de Natal iluminada, se eu não comi um belo peru, se eu não sorri, ouvi uma bela música e estive próxima da família e dos amigos o Natal não passou. Sim, o Natal passou e não é a tristeza de uns que fez o dia 25 mudar. As alegrias existiram, mesmo as falsas, aquelas alegrias forçadas a fim de não estragar a festa dos outros. Aliás, essas, particularmente, se deixassem de existir fariam muitas festas menos felizes, mas pessoas mais sinceras e não reprimindo seus sentimentos.


No próximo Natal, desejo sentimentos mais verdadeiros, menos reprimidos, mesmo que isso traga menos alegrias, mas mais sinceridade.

2 comentários:

Gabriel Salgado - Musta disse...

Interessante o post...
A sinceridade é algo cada vez mais preciso e muitas vezes subjulgado, deixado de lado por alguns interesses.
Às vezes o interesse de ser feliz, de se fazer feliz, de alcançar objetivos pessoais, profissionais ou sei lá oque.
Ótima discussão pra se pensar sobre o que idealizamos e sobre o que se faz real e significativo, não só com o natal, mas com a sinceridade por si só e com os momentos que criamos.

Bom, apenas algumas divagações sobre o post, hehe

Ana Lis Soares disse...

Engraçado. Essa coisa de "somos obrigados a ser felizes" existe a todo momento em nossa vida. Não só no natal. Às vezes as pessoas não percebem, mas a felicidade é algo obrighatório em nossa sociedade. "SER FELIZ, É O QUE IMPORTA", "FAÇA ALGUÉM FELIZ"... essas coisas. Acho que a felicidade, assim como tudo hoje em dia, é um produto a ser vendido: livros de auto-ajuda, programas bestas de comédia na Tv, e produtos artificiais para trazer a alegria e o bem-estar a todo momento. Tudo é artificial e industrializado... Tudo, inclusive a felicidade.
E, ironicamente, termino meu comentário com um trecho do grande poetinha apaixonado e melancólico que eu amo, Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, felicidade sim!".