quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Para Alckmin, restam agora os doentes

Alckmin ainda tinha esperanças. No fundo, pensava que o painel poderia se reverter na capital do Estado. Enganou-se. Perdeu o trem ao segundo turno, perdeu a eleição.
E pensar que esse é o mesmo Alckmin que já ameaçou a candidatura presidencial de Lula. Mas ele apenas ameaça. Quando vence é porque o apoio tucano é grande e dessa vez não foi assim.

Os kassabistas tinham como o “cabeça” do movimento, José Serra, um tucano apoiando um democrata. E não deu outra, Serra colocou Kassab, “indiretamente”, na primeira posição rumo à final. Kassab passou de Alckmin e também deixou a Marta para trás. Ela devia estar “relaxando e gozando” demais para não perceber o sucesso da campanha de Kassab à moda Serra.

E o primeiro turno das eleições municipais de São Paulo terminou sem grandes motivações. O voto de exclusão prevaleceu sobre o voto confiante em relação ao candidato. Quem é menos ruim? É nesse que se vota. Ou não. Esse povo deve estar muito confuso. Não tem candidato que sugira mudança, só há as velhas posições que já conhecemos. A Soninha apareceu como um novo rosto, mas talvez faltou algo mais para atrair não só os jovens que nela votaram.

Maluf também não desiste. Na onda dos ditos, o candidato que “nada sabe” pode ser relembrado pelo “estupra, mas não mata”. Claro, acabe com o que existe de físico e psicológico de um ser humano e deixa ele vegetando que é melhor. O Maluf anda pensando como os eleitores paulistanos: o que é menos pior?

E a semana começou bem. Alckmin resolveu mudar de vida, voltar ao seu velho estilo trabalhador de ser, vai voltar a se dedicar à vida que adquiriu com os estudos. O médico resolveu perceber que o seu sucesso pode estar longe da política. Mas é claro, só depois de uns dias de descanso no seu particular sítio. Realmente o médico cansou de brincar de ser político.

4 comentários:

J.Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
J.Silva disse...

Juro que me distraí por 5 segundos e achei que estivesse lendo o Paulo Henrique Amorim. O que é um elogio, não me entendam mal.

bulhoes

thiago meia disse...

e vero, moça!
pena que não lhe seguem como exemplo um engenheiro , uma sexóloga e um desbaratinado arrogante.
aliás, pena que políticos políticos já não se encontrem mais por aí.
ótimo texto.

Nathália Bottino disse...

Como já te disse anteriormente: ótimo texto, pélvis!
Jornalismo Interpretativo notaaa...10!