quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A mentira do ministro

Na história em quadrinhos do Palácio do Planalto, Jobim vestiu a camisa do Pinóquio.

O colapso tomou conta do Palácio do Planalto. O senhor ministro da Defesa, Nelson Jobim, não achou que sua “mentirinha” fosse aparecer. Jobim acusou Paulo Lacerda, ex-diretor geral da Abin, Agência Brasileira de Inteligência, de ter capitaneado o suposto grampo publicado pela revista Veja entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e Demóstenes Torres, senador pelo DEM-GO. Acontece que o equipamento utilizado para acusar Lacerda não fazia grampo, foi comprado nos Estados Unidos para ser usado para varreduras e identificação de códigos, foi uma compra sigilosa. O Exército também não gostou nada da atitude do ministro Jobim.
De fato, sua palavra fez o presidente Lula tomar severas providências. Lacerda foi “mandado embora”. Mas Lula soube se redimir, rapidamente, quando descoberta a falsa acusação do “Pinóquio” da Defesa. O senhor Lula ficou bravo, mas...
É difícil entender como é que o presidente, como num ato de pressa, retira Lacerda da direção da Abin e nada faz quando o seu ministro mente. O Jobim mentiu. E não aconteceu nada, não mudou nada, o Lula ficou só um pouco “bravinho”. Mas é claro, o Jobim desejava segurar a Operação Satiagraha e os petistas também. Há casos de grampo legal averiguados pela Satiagraha, na qual petistas discutem interesses pessoais do dono do Opportunity. Se o senhor Daniel Dantas for pego, uma boa turma do PT vai junto com ele. Para finalizar, o senhor Dantas mantém ainda relações com Flávio, filho de Lula, os dois são sócios em negócios no Pará.
O Jobim não vai embora. A decepção cresce quanto a certas posições do presidente. Está faltando mais credibilidade no seu governo. Claro que não se compara ao FHC ou coisa assim, mas a decepção é um fato.

Um comentário:

marina disse...

quem diria que a laís entenderia de política...

(lola subestimando!)