segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Brasília: um recanto de artistas esquecidos

A onda de famosos que apostam suas fichas na política está cada vez maior. Mas a nova moda não pegou por acaso. Muitos fãs dão chances de seus ídolos engatarem na vida política quando encontram-se no papel de eleitores.

Há dez anos, o jogador de futebol Biro Biro foi eleito vereador de São Paulo, e mais recentemente, em 2006, o apresentador e fofoqueiro Clodovil Hernandez foi eleito deputado estadual pelo PSC. Até Silvio Santos já se aventurou na política tentando o cargo de presidente da política em 1989, mas teve sua candidatura vetada 15 dias antes das eleições.

No último Domingo, a Cantora Gretchen, famosa rainha do rebolado, disputou a eleição para a Prefeitura de Itamaracá, em Pernambuco, e a ex-chacrete Rita Cadillac pretendia ser vereadora da Praia Grande, cidade litorânea de são Paulo. Mas o número de eleitores foi insuficiente para poderem deixar no passado a vida do rebolado. Perece que, agora, o êxito político está sorrindo para os cantores. Netinho de Paula ex-integrante do grupo Negritude Jr. foi o terceiro vereador mais votado de São Paulo e o cantor de forró Frank Aguiar foi para o segundo turno como candidato à vice-prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Em tempos de democracia, todos os cidadãos têm direito de escolher as pessoas responsáveis por representá-los seja onde for. Mas o que podemos ver é que tal poder de decisão tornou-se mera brincadeira. Sair de casa no domingo e enfrentar fila para exercer a cidadania parece não significar muita coisa para milhares de brasileiros que, por simples simpatia pelo candidato ou banalização do voto, acabaram colocando pessoas que nada tinham a ver nas cadeiras do Senado, da Câmara dos Deputados etc.

3 comentários:

Laís Bellini disse...

Gostei do texto Óvelhas!
Concordo que, de fato, parece que artista acha que política é um palco de show ou teatro mas que rola uma grana fixa todo mês.
O pior nem é isso, o que mais me assusta são os votos... os candidatos que se elegem. Não entendo...

thiago meia disse...

eis a tal da deserção política que falou o Jair Ferreira dos Santos(bulhões também é cultura).
se vou votar num canalha, elo menos voto num canalha que me divirta.
um bobo da corte faz a corte de boba.todos sabem bem seus papéis.
na verdade todos sabem que fazem papel de bobo. Mas só os devidamente trajados se dão bem.

Rôney Rodrigues disse...

Bom, há uma certa lógica em tudo isso: nessa época em vários políticos querem parecer popstar, aparecendo em todos os jornais e lugares ( o famoso "falem bem ou falem mal, mas falem de mim") não seria de estranhar q vários artistas queiram migrar para a política tbm. E mais uma coisinha: idéias boas são secundárias... o q importa é a essentricidade. É... rir ou chorar?

Ótimo texto, Nathália!
Beijão