quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Eu recomendo!


Sem querer trazer uma grande crítica de cinema, porque isso eu não posso nem sonhar em fazer (devido a um currículo, nessa área, tão branco quanto às roupas das propagandas do OMO e do ACE) trago hoje uma sugestão de filme gostosa e divertida para todo mundo que, como eu, quer desfrutar bem das férias.
O filme francês "O fabuloso destino de Amelie Poulain" simplesmente vale a pena. Não querendo dizer que ele trouxe de volta a maravilha do cinema francês, nem dizendo que a atriz principal, Audrey Tautou, é A atriz... Mas sim, o filme e a atriz e o enredo, e, principalmente, a forma com que a história é contada são surpreendentes. Dá até gosto de ver!
A sinopse? Está aqui a baixo... Confiram... Mas peguem o filme, não vão se arrepender! É original e mágico!

Amélie Poulain (Audrey Tautou) é uma jovem e humilde garçonete. Sua infância não foi das melhores; seu pai nunca se aproximou de verdade e só chegava perto dela para fazer exames (já que ele era médico); seu peixinho sempre tentava suicídio; e sua mãe teve uma morte trágica e estranha (acreditam, é muito estranha). Morando em Montmartre, um bairro de Paris, Amélie encontra em seu novo apartamento uma caixa que contém objetos pessoais e sua conclusão leva a crer que essa caixa é do ex-morador do local.

Amélie vai então em busca do suposto dono daquela caixa. Quando ela o encontra e nota a felicidade do homem ao rever seus objetos recuperados, algo muda em Amélie. Ela vê agora um novo sentido de vida. Ela então passa a sempre fazer o máximo para ajudar as pessoas; seja encontrando coisas pessoais; ocultando algumas coisas; juntando casais; e outras coisas. Mas falta algo em sua vida: um grande amor. Que parece ter surgido em um de seus feitos. Agora, depois de ver a felicidades de todos, ela quer a dela também.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Abortar ou não abortar, eis a questão...

E mais uma vez o assunto "aborto" entrou em discussão. Hoje, segunda-feira, o presidente do nosso país (e que coragem a dele!) colocou o tema na mesa e defendeu que a dicussão sobre o direito de se abortar é uma questão de saúde pública.
Nada mais justo, já que em se tratando de abortos e dos danos que eles causam de saúde, inclusive danos morais, quando não se causa a morte das mulheres - parece ser inexistente no nosso país!
Ora, esse comportamento é muito pélvis!!!!!!!! Todos nós sabemos que milhões de mulheres morrem por ano fazendo abortos clandestinos, cheios de risco à saúde. Claro que mulheres pobres, né? Já que as madames "não abortam, são sempre moralmente corretas e religiosamente perfeitas". Defender a discussão desse assunto é mais do que necessário e, problemas à parte, Lula está certo (e um um tanto quanto atrasado)em defender essa causa. Afinal de contas, quem sofre, pra variar, são as pessoas que estão na base da pirâmide. E defender o direito ao aborto, não é defender a morte de crianças inocentes e indefesas, é defender um problema sério de saúde pública.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ensaio sobre machado objeto e homem



Foi na branca carteira da sala da primeira série que me ensinaram que machado era substantivo concreto que nomeava um objeto cortante, de cabo de madeira e cabeça dura igual ferro. No ginásio, contudo, machado se promoveu, no meu então pobre e miúdo dicionário, a nome próprio: machado agora vinha acompanhado por Assis.
Ou melhor, Joaquim Maria Machado de Assis, um certo escritor pelo qual me encantaria, não só devido a sua pena afiada, como também por causa da associação que construí em torno de sua imagem: parece loucura, mas sempre vejo um machado de perfil entre a sobrancelha e a boca do homem Assis!
Insanidade à parte, Machado também marcou meu processo de amadurecimento intelectual e social. Isso porque demorei a compreender, por exemplo, a famosa frase dos "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Foi na prática, por outro lado, que descobri o que Bentinho sentia quando disse que conhecia "as regras do escrever sem suspeitar as do amor".
Enfim, o que estou tentando contar é que a palavra machado esteve e ainda está presente em minha formação. Todo esse texto, porém, é só uma tímida opinião de uma leitora machadiana. Afinal, "quem conta um conto" se prepara para receber as batatas ou para "brincar com fogo".

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Férias... Pra quê te quero!!?


É... As férias estão aí. Para todo estudante, esse, com certeza, é o moneto mais esperado do ano. Descansar, ficar na vadiagem, ver filmes e filmes com os amigos (ou com o(a) namorado(a)), jogar bola, nadar, tomar sorvete, ir ao cinema... Dormir e acordar na hora que bem desejar - e na hora que achar que seu humor tá de bem com a vida.
Cheguei na minha terrinha, matei saudades de tudo o que eu sentia - afinal de contas, estava em Bauru e há dois meses não voltava a Passos. Nossa, que delícia é você chegar e ver o sorriso de pessoas que você ama: da irmã, da mãe, do pai. Nada melhor do que entrar em casa e sentir o cheirinho de café da tarde. Nada melhor do que você chegar no seu quarto, escarrapachar na sua cama, olhar para cima e pensar, numa quase oração: "graças a Deus eu estou aqui!".
Ahh... Férias! Como é bom! Você à toa, só esperando as amigas ligarem e avisarem qual o próximo programa.
Porém, férias em faculdade são estranhas... A gente passa o ano todo vendo aquelas pessoas quase que 25 horas por dia. Noites e noites em claro para fazer "aquele" trabalho (do Bulhões, se é que me entendem). De repente, cada um vai pra sua cidade (pro seu quadrado) e, aí, é tchau e até daqui 3 meses!
Poxa, é estranho! Me peguei pensando nisso e levei um susto. Como é que meus colegas vão estar? Quem será que vai chegar solteiro, namorando? Quem será que vai , mudar o visual, pintar o cabelo de azul!? Quem será que vai estar feliz, quem estará com problemas? Quem será que vai lembrar de mim, nem que seja por um dia? Quem não pensará nisso?... Quem será que vai voltar (tem sempre aqueles que "abandonam o dadá)?
Bem, as férias estão aí. Isso, acho que todos estão sabendo - e curtindo. Mas, o que eu queria com esse post era desejar boas férias a todos. Que descansem, façam coisas malucas, que tomem chuva dando risada, que passem um natal maravilhoso, que comemorem o reveillon com aquela industrialização da esperança (como acreditava Drummond). Ah! Queria, principalmente, que todos tivessem essa impressão que eu tive ao voltar à minha terrinha: de como é bom estar aqui, de como é sem comparações estar em casa. De como é maravilhoso sentir esse cheirinho de café fresco... Mas de, no fundo do peito, ter a certeza de que tudo isso se torna melhor porque ficamos longe por um tempo e, como filhos pródigos, sempre retornamos a essa instituição careta, mas fundamental, chamada LAR!

domingo, 7 de dezembro de 2008

"Here's Johnny!"


(Apesar da rejeição por parte da Mamute)

“O Iuminado” é um filme lançado em 1980, pelo diretor Stanley Kubrick, e baseado no livro “The Shining” de Stephen King. O elenco principal conta com a presença de Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd.

O longa-metragem se passa no Colorado, EUA, onde Jack Torrance é contratado para vigiar um hotel por 5 meses em uma época de baixa temporada, durante a nevasca. Jack leva para o local sua esposa e seu filho. O garoto, o iluminado, que possui poderes sobrenaturais, consegue enxergar tragédias ocorridas no hotel tempos atrás e Jack Torrance, vivendo em meio a um contínuo isolamento, começa a ficar agressivo e apresentar acessos de loucura.

Com uma trilha sonora aterrorizante, ótima performance dos atores e longos planos, Stanley Kubrick trás às telas todo o pânico vivido nos imensos corredores do Overlook Hotel e, assim, faz uma excepcional adaptação do best-seller de Stephen King. Para compreender o clássico do suspense, é preciso mergulhar no universo de um dos maiores cineastas do século XX, conhecido por retratar, como poucos, o lado escuro da natureza humana.

Para produzir o filme, Kubrick decide retirar parte dos “monstrinhos” presentes na obra de King para dar ênfase nas atitudes e olhares de Jack, personagem de Nicholson, que são, sem dúvida, muito mais aterrorizantes. O diretor consegue, com êxito, nos transmitir a degradação dos personagens no sentido psicológico e, com a impecável atuação de Nicholson, expor aos expectadores a angústia e perturbação da mente huamana, além da mais profunda sensação de solidão.

Considerado, por muitos, a obra prima do suspense moderno, "O Iluminado" é, por outro lado, muito criticado por não ser um filme explícito de sustos. Ele é um filme destinado àqueles que se sentem tentados com a despertar de seus medos interiores.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CD novo da Lily Allen está chegando!

Em fevereiro, o segundo CD da Lily Allen, It's Not Me, It's You, chega às lojas.

Você sabe sim quem é a Lily Allen: aquela cantora inglesa, que surgiu tem uns 2 anos, com aquela voz fininha e música grudenta, Smile: "at first... when I see you cry... it makes me smile... yeah, it makes me smile"

O clipe do primeiro single do novo álbum, The Fear, já está no Youtube. Mas, pra você não ter o trabalho de ir atrás e ficar com preguiça de conhecer, eu coloco aqui:



Mais Que Pélvis aprova e recomenda, tanto o vídeo, quanto a música, quanto a cantora.

Aliás, a Lily voltou da triste gravidez, do cabelo loiro, do cabelo rosa, do topless, dos quilos a mais e das sessões de hipnose, linda e magrela, parecendo uma bonequinha de porcelana fofinha. Aliás, graças a Deus ela agora parece usar sapatos decentes com vestidinhos, não tênis.

Para mais Lily Allen, clique aqui

Em tempo 1: Talento não se mede pelo tamanho da mão.

Senão, eu também seria famosa. Ok, conhecida. Tudo bem, teria uma página muito visitada no Myspace. Tá bom, teria uma página no Myspace! ("página muito visitada no Myspace" é só a da Mallu Magalhães, a menina-prodígio papa-velho)

Em tempo 2: para quem comparava a postura "foda-se" da Lily com a da Amy Winehouse:

Achei engraçada.

A GM É AMEAÇADA PELO SEU MODELO ECONÔMICO

A General Motors admitiu o risco de parar de funcionar até 2009. Ameaçada a certo tempo, com a crise, o problema só se agravou. O valor de mercado da empresa automobilística chegou a ser menor que na época da Grande Depressão em 1938.
A Carta Capital da semana passada priduziu uma matéria de capa que descreve todo o processo que desencadeou a atual situação da montadora. A Ford também não fica atrás. O risco de falência era grande e só aliviou com a intervenção do Congresso a fim de possibilitar um empréstimo em dezembro. A Chrysler, fechada, também não consegue empréstimos e está em crítica situação assim como a GM.
Não é a toa que essa situação ocorre. Em outubro deste ano, a venda de veículos diminuiu 32% aproximadamente com o pior desempenho vindo da GM, cuja queda chegou a 45%.
Com a situação de desconfiança generalizada, as exigências para concessão de crédito foram mais bruscas que das outras. A GM não levou em conta a idéia de que precisava de clientes e não espantá-los. Já sofre desde o surgimento das montadoras japonesas nos anos 80. Com a campanha “buy American” da mesma época, tentou-se apoiar as empresas americanas, mas as grandes de Detroit só tenderam a minimizar sua potência no mercado internacional cada vez mais.
Esse ano, mais da metade dos carros vendidos são de montadoras estrangeiras, um grande problema. O antigo modelo de Ford que ergueu países no pós-guerra foi bom para incluir os operários como consumidores mas outros aspectos não agregados pela empresa de Ford foram introduzidos nos ideais da concorrente General Motors. O hedonismo nada praticado pela Ford foi valorizado pela GM com práticas como fantasia, imediatismo e desperdício.
Os seus produtos eram trabalhados pela arte. A GM foi a primeira montadora a criar sua própria financeira. E não foi seguido pela Ford, que considerava a ação prejudicial ao consumidor e à economia. Não à toa, a Ford ficou para trás e só se reergueu 40 anos depois com o pós-fordismo valorizando o marketing.
Contudo, a GM não se esforçou a fim de criar modelos econômicos e que atraíssem o consumidor contemporâneo. Não buscaram eficiência, como dizem os liberais e ecologistas, no consumo de combustível. Preferiram manter a tradição do desperdício e da ostentação. Ademais, como lembram os conservadores, seus custos altos e fixos, conseqüência dos altos salários e dos planos de saúde e previdência aos empregados, não são bem vistos.
Resta agora saber qual será a atitude do governo americano. Estatizar essas empresas ou entregá-las a estrangeiras capacitadas de reerguê-las. O fato é que, no mínimo, o american way of life não funcionou.