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sábado, 14 de agosto de 2010

O Amor na minha concepção

Acho o amor algo ainda muito complicado de se entender, pois ele não tem forma para mim, somente som. Calma que eu já explico.

Minha avó, uma das poucas formas de amar que conheço, adora sentar-se em uma cadeira espaçosa da área de sua casa e ficar batendo a aliança de casamento no braço dessa cadeira. Uma vez ela confessou que o toc toc do som da aliança faz ela lembrar do meu avô. O mais poético da história é que minha avó tem 97 anos e seu marido morreu tem pouco mais de 40 anos. Mesmo assim, todo dia à tarde ela repete o ritual do bater da aliança, com a cabeça inclinada e os olhos baixo.

Um mês atrás, porém, minha avó ficou muito doente e teve que ser internada. Desde então, nunca mais a vi com a aliança na mão esquerda. Acho que pela primeira vez, em uns 70 anos, ela deixou de usar o anel dourado. E pra falar a verdade, percebi que ela quase não frequenta mais a cadeira da área. Não sei porque, mais ainda não tive coragem de perguntar porque ela tirou a aliança.

Só sei que de tanto ouvir o toc toc, passei a relacionar amor com mãos. Acho que se um dia encontrar o amor, eu só vou ter certeza através delas: minhas mãos serão seguradas de uma maneira que todos os dedos se encaixarão, de uma forma que todo o resto do corpo ganhe um ritmo, tipo um toc toc.

Bom, só vim escrever sobre o amor para poder compartilhar um texto do John Lennon, o Apaixone-se. Minha amiga fala que ele escreveu isso antes de conhecer a Yoko, pq está tudo muito racional. Talvez, mas acho o texto lindo:


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada dois em um: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"

domingo, 22 de novembro de 2009

O que será de mim?

Pode ser que a mochila implore...
E talvez eu vá pra Sampa,
Ou pra Buenos Aires me mude.

E se um dia eu o encontrar,
Pode ser que sigamos juntos.
Mas se ele nunca aparecer,
Pode ser que eu nunca ame.
E se eu achar o tom,
Pode ser que escreva um livro.
Mas se eu perder o ritmo,
Talvez enloqueça.


Pode ser que eu nem mude,
Que eu nem ame,
Quem eu nem escreva...
Pode eser que a vida há de ir
E mesmo assim eu ainda permaneça.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sinestesia

Porque eu sinto a poesia e por ela sou tocada.
Porque eu vejo as palavras...
E quando elas me visitam,
Eu posso ouvir o mundo.
Porque eu sinto a poesia e por ela sou aconchegada.
Porque eu converso com as palavras...
E quando elas vêm me beijar as mãos,
Eu posso me ouvir.

Quando meus sons dançam nos seus meus ouvidos,
Eu posso sentir o mundo,
Com todos os sentidos e todo o meu coração.
Mas o dia que o mundo silenciar,
Sei que é porque meu coração também se calou:
Já cansado de bater,
Já preguiçoso de ouvir

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Top 10: Gatos da Música!

Se é só comigo, não sei, mas tem uns caras de bandas por aí que me roubam o fôlego, mesmo quando não estão no palco! Pensando nisso, ou melhor, neles, resolvi reunir esses gatos num top 7 (não foi 10 pq eu estava estudando e não dava pra perder muito tempo!). Ñ estranhem se não encontrarem muitos músicos brasileiros na lista, mas é que belezas exóticas, como a de Nando Reis ou Samuel Rosa, não fecham balada pra mim, hehe.
Por falar em balada, já dancei muito com Can´t Stop e outras músicas desse cara. Estou falando do tio mais estiloso da lista: Anthony Kiedis, vocalista do Hed Rot. Tudo nele tem estilo, desde cabelo até as tatuagens...
7.

Outro tio que fecha balada, e pode me chamar para tracar a porta de saída, é Larry Mullen Jr, baterista e fundador do U2. É Larry, you to, and call me!
6.

Enfim um brasileiro! Tá certo que ele tem um pouquinho cara de doido, mas está aí o borogodó dele: Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado. Bonito e intelectual, ui!
5.

O 4º lugar é moreno e tem barba por fazer. Cobinação perfeita no rosto de Adam Levine, vocalista boa pinta do Maroon 5...
4.

Falando em barba, o 3º lugar ora aparece com, ora sem...mas não importa, Brandon Flowers, vocalista do The Killers, é gato até cantando com o Tiriica!
3.

O segundo lugar não é menos lindo que o primeiro, mas perdeu pontinhos porque já morreu, aí é mancada, né! Vocalista do Doors, Jim Morrison gato.com
2.

O top da lista, meuDeus!!! Desculpem-me, sei que ele é mais ator do que músico e os clipes da banda dele são meio "momentos", mas com a beleza desse cara, ele pode até ser presidente da Somália! Jared Leto, ôláemcasaaa com esses olhos!!!
1.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Bodas de Prata no tatame de “Karate Kid”

Completa 25 anos a parceria, sucesso de audiência da Sessão da Tarde, entre Daniel San e o simpático Sr. Miyagi


Quem nunca foi a uma festa a fantasia e não encontrou Sr Miyagi ou nunca se machucou ao brindar de lutinha com seus irmãos e amigos fingindo ser Daniel San, que dê o primeiro golpe ninja! Eu mesma já pratiquei cerca de 8 anos de judô, e adivinha qual foi a minha influência? Pois é, e olha que talvez você ainda nem tivesse nascido quando ele passou nas telonas do cinema, mas já deve ter assistido alguns de seus filmes, pois mais que um clássico da Sessão da Tarde, “Karatê Kid” entrou para o imaginário infanto-juvenil da década de 80.
Lançado em 1984, o filme foi dirigido por John G. Avildsen, o mesmo diretor de “Rocky, Um Lutador” (1976) e “Rocky 5” (1990), escrito e estrelado pelo badalado ator Silvestre Stalone. Famoso pelas imagens que imprimiu em seu público, como a do Golpe da Águia e a da captura da mosca através de hashi, “Karate Kid – A Hora da Verdade” conta a história de aprendizado e amizade entre Daniel Larusso (Raklph Macchio) e seu mestre de artes marciais, Sr. Miyagi (Pat Morita).


Raklph Macchio, hoje 25 anos mais velho...e pensar que eu queria casar com ele!

Apesar de todos aqueles que foram influenciados mais pela Sessão da Tarde do que pelos seus próprios pais já saberem da história de trás para frente, vale a pena relembrar: tudo começa quando o jovem e tímido Daniel, novo na cidade, se apaixona por Ali (Elisabeth Shue), ex namorada do encrenqueiro Johnny (William Zabka), membro de uma gangue de playboys da academia Cobra Kai. A trama só ganha fôlego, porém, quando Daniel é socorrido por um franzino velhinho, depois de apanhar feio de Johnny e sua turma. O tal velhinho não é ninguém menos que Sr. Miyagi, o homem que ensinará toda a disciplina e magia das artes marciais para o sofredor Larusso. No melhor estilo “Deus ajuda quem cedo madruga”, o filme termina com Daniel, agora San, ganhando do valentão Johnny com direito a platéia. E tudo isso ao som da lendária Glory Of Love, de Peter Cetera, música que se tornou marca registrada do filme.
Sinopse a parte, se ao ler o início do parágrafo à cima você não concordou com a afirmação de que a Sessão da Tarde dos anos de 1980 te ensinou, pense melhor sobre o assunto. Relembre as cenas de Karate Kid em que o sábio Sr. Miyagi, por exemplo, ensinava a seu jovem aprendiz que quando não podemos com a força de nossos adversários, devemos usar nossa inteligência para derrotá-los. “Sempre quando lembro de Karate Kid, lembro do filme como uma lição de vida para superar nossos obstáculos”, afirma o universitário Bruno Giovanni, de 20 anos. O filme também nos ensinou coisas menos filosóficas, como confiar em senhores de olhinhos puxados, que pintar cerca vale mais que puxar ferro na academia, que limpar mesas e carros com as mãos em movimentos circulares é um bom treinamento e que matar uma mosca poder ser mais difícil do que socar o garoto mais popular da escola.
Mas por favor, não desmereçamos o filme por seus clichês, fatalmente também utilizados em outras longas da década de 80. E que justiça seja feita! Karate Kid se diferenciou dos outros da sua época por não trazer um personagem de estereótipo tipicamente norte americano na pele do “salvador da pátria”: não nos esqueçamos que Mr. Miyagi, educado na filosofia e disciplina das artes marciais, exaltava os ensinamentos de uma cultura Oriental, o que influenciou a vida do protagonista (esse sim, americano). “O filme fez do Karatê algo mais popular ao mostrar sua cultura”, concorda o universitário Adriano Coelho, de 21 anos.

Pat Morita e o Golpe da Águia

Não é a toa que o longa foi um grande sucesso de público quando foi lançado, e até hoje se mantêm popular. Fato, é que até o presidente norte-americano, Barack Obama, foi relacionado ao Mestre Miyagi ao matar uma mosca durante uma entrevista para o canal de TV CNBC, na Casa Branca. Outro fato que marca o sucesso de Karate Kid é a futura refilmagem que a trama ganhará, batizada como “Kung Fu Kid”. O responsável pelo trabalho será o ator hollywoodano Will Smith, em parceria com o famoso produtor Jerry Weintraub. O remake levará a história para a China (antes era nos Estados Unidos) e trará Jackie Chan como o mestre e o filho de Smith, Jaden Smith, como Dre (equivalente a Daniel). Vale lembrar que até Hilary Swank, vencedora do Oscar por duas vezes, por “Meninos Não Choram” (1989) e “Menina de Ouro” (2004), também já participou de uma continuação de Karate Kid.
Enfim, não tem como negar que Karate Kid é o que há de mais pop na cultura pop. E quem não concordar, que me faça dois favores: 1) que não brinque mais com o Golpe da Águia; 2) e que respeite o primeiro favor. Arigatô!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eita, gravidade!


"Comemoramos" nesse ano os 40 anos em que o homem pisou na Lua. Parabéns, a Nasa deu nó em pingo d'água: conseguiu se livrar da gravidade terrestre. Porem enquanto isso, aqui na Terra, centenas de pessoas morriam em acidentes aéreos.
Só em 2009 já ocorreram diversos desastres. O Air Bus A330, que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris, por exemplo, caiu com 228 pessoas a bordo. Em junho, um Airbus A-310 cai no Oceano Índico, com 153 pessoas a bordo. No mês seguinte, o avião iraniano da Caspian Airlines do voo 7908 cai com 168 passageiros. E assim vai...
Pois é, o homem já descobriu o caminho pra Lua, mas ainda não aprendeu a conviver seguramente com a gravidade terrestre, já que pelo visto, não são somente os meus peitos que vão ser prejudicados pela força gravitacional...eita gravidade!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Permito não nomear

Hoje é um dia em que eu quero...
Quero desabafar,
Porque só por hoje eu me permito ser manhosa e chorona...

Embalem as nuvens, tirem o sol da tomada, ele está me roubando muita energia.
Silenciem os passos no asfalto, hoje eu quero me escutar...
Mandem a lua não aparecer.
Não quero vê-la tão arrogante, me olhando do alto,
Porque só por hoje eu me permito ser mais arrogante que a lua...
Prendam o vento numa caixa, pintem o céu da cor que quiserem...
Vou gritar palavrões pros vizinhos escutarem,
Porque só por hoje eu me permito ser mal educada...
Paz, não no Iraque nem em qualquer outra parte do mundo, somente pra mim,
Porque hoje eu me permito ser egoísta...
Varram as calçadas e as garagens, nada pode estar mais sujo que minhas mãos,
Porque hoje eu me permito sujar tudo o que já limparam...
Mandem as crianças pararem de correr nos pátios das escolas...
Paralisem o sinal no vermelho.
Que Mona Lisa respeite meu querer e pare de sorrir,
Porque hoje eu me permito não mostrar meus dentes...

Esvaziem as caixas, os porta-malas, os estoques,
Porque hoje eu me permito querer tudo pra mim...
Matem Kasper Hauser e assassinem o português,
Porque hoje eu me permito desconhecer o sujeito...
Virem o mundo de cabeça pra baixo,
Porque hoje eu não quero fazer parte dele,
Porque só por hoje eu me permito sair de mudança pro mundo que eu escolher,
Na companhia de quem eu quiser, vestindo o que eu bem entender...
Com as mãos sujas, com a boca fechada e os olhos molhados.
Porque hoje, só por hoje, eu me permito permitir.

sábado, 4 de abril de 2009

A(s) crise(s)...

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores."

Essas palavras são de Mentor Muniz Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, uma das maiores agências de propaganda do Brasil.
Encontrei esse texto num blog e não em grande veículo de comunicação...

terça-feira, 31 de março de 2009

Bloco do Eu Acompanhado!

Desde que os barbudos do Los Hermanos anunciaram sua separação, meus ouvidos passaram a sobreviver quase que exclusivamente de músicas do CD Ventura e Bloco do Eu Sozinho. Até o dia que resolvi escutar outros sons que pudessem preencher a falta que "os irmãos" faziam no meu radinho. Passei a dar mais atenção a outras músicas, que íam de Chico Buarque e chegavam a The Killers e Muse. Nada adiantava...



Foi aí que, numa tarde de puro tédio em frente a tv, zapiando de canal em canal, ouvi um som diferente, com um vocalista de voz grave que era acompanhado de maneira doce por bateria, violão e trompetes. A música me agradava muito, e apesar dela me parecer familiar, era ao mesmo tempo diferente de tudo o que eu já havia escutado.
Assim que o som acabou, corri pra net e digitei "Beirut", o nome da banda, no milagroso YouTube. Conferido os resultados e descobri que eu já conhecia os caras da minissérie global "Capitu". "Elephant Gun", uma dos sons mais bonitos de Beirut, na minha opinião, fazia parte da trilha sonora de "Capitu". Na época da minissérie nem prestei muita atenção, acho que porque o meu radinho ainda estava totalmente satisfeito com Los Hermanos. Mas como a necessidade move até o mais preguiçoso dos homens, foi só naquela tarde de tédio que pecebi o quanto aquela banda era boa.


Pra quem não ainda não conhece Beirut, essa é a banda do cantor Zach Condon,do Novo México. O cara tem uma voz grave e aveludada, mas o que o diferencia dos demais músicos atuais é a sua criatividade em conseguir unir magicamente elementos do Leste Europeu com o Folk. O som dos trompetes e da sanfona confere um caráter de bandinha de circo à Beirut. E, assim como Beatles desejavam com sargent pepers, Beirut costuma se apresentar em praças e em frente de bares nas cidades em que passa.
Enfim, acho que agora os barbudos, no meu radinho, não fazem mais parte do bloco do eu sozinho!

sábado, 14 de março de 2009

Dia Nacional da Poesia...e a minha poesia?

Enquanto assistia algo na Tv, que não lembro o que era, ouvi que hoje, 14 de março, é o Dia Nacional da Poesia. Foi aí que pensei nessa estranha relação entre linguagem e pensamento que nós, seres humanos, praticamos dia após dia. Pensei na minha formação de jornalista e descobri que precisava fazer um desabafo:

Você entra pro curso com a cabeça cheia de sonhos e planos, até a aula em que um professor devolve seu texto, pedindo que você reescreva-o, só que dessa vez com OBJETIVIDADE. No primeiro texto o mito da tal objetividade falha, assim como no segundo e no terceiro. Um dia, porem, aquele professor gosta do que você escreveu. Um sorriso se abre no seu rosto, até que algo te perturba: você percebe que a "objetividade" tem transformado seu texto em uma receita e fez de você, antes um aprendiz de poeta, agora um padeiro. É nesse ponto que é preciso escolher entre reencontrar o poeta dentro do padeiro ou continuar a ser apenas o cara que segue a receita para poder misturar os ovos na farinha...

Ufa, acho que estou mais leve e com menos farinha nos dedos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Time Júnior do Corinthians leva 7 em jogo obsceno

O jogo da final da Copa SP de Futebol Jr entre Corinthians e Atlético Paranaense, que deu o título pela sétima vez para o Timão, foi ao ar na manhã de Domingo, às 11h. Apesar do horário matinal da partida, Cleber Machado e Caio narraram o jogo sem se importar com as criancinhas da sala! E além da bola, rolou também muita testosterona em campo!!!

Tudo começou ainda no primeiro tempo, quando
"Sasha faz abertura pela direita", narra Cleber
"O cruzamento tem que ser rápido e no chão", completa Caio

"Partiram pra cima do Nando"


"Rafael Almeida deu uma pagada no Lucas"
"Santos deu um tapa na bola"
"O Atlético pressiona"
"Pegou o Dênis"


Boquita grita pro time sair de tras...e o time sai de tras e com estilo", puts, essa foi do Kleber
"O jogo é bom, 2 equipes bem armadas", comenta Caio
"Mais aberto está o Fernando Henrique", nessa altura eles não respeitam nem mais os idosos...
"O jogo continua no 0 a 0"
"Não existe intensão de mão", observa o brilhante Caio
"40 minutos de puro equilíbrio"
"tentou botar na frente do Raul", até com os ícones, pô!


"Deu uma dançadinha o Boquita",
"aliás, aquela gingadinha toda foi do Douglas, não do Boquita", admira Cleber
"Boquita ajeitou pro Jadson"
"faltou um pouco mais de capricho na finalização", reclama Caio
"Os 2 usaram o corpo. Manuel ficou no chão"
"Raul chegou cruzando"
"Pegou de primeira e saiu pra fora"

E a coisa piora no segundo tempo:
"jogam um pouco mais atras"
"desespera o Raul", nota Cleber
"Marcelinho empurra pra dentro"
"joga pra fora Douglas", quase, hein?!
"Ele (douglas) tava em perfeita posição", avalia o brilhante Caio
"Tem que arriscar, numa dessas entra", pressiona Caio
"Bruno Costa pega mais uma"
"Raul pede calma", nessas horas ele prefere ser uma metamorfose ambulante

"DEpois do corpo a corpo, Bruno deixa a mão na cara do Fernando Henrique"

"Não para, não para, não para...", canta a torcida do Timão
"O Boquita tá virado de costa e toma cartão", comenta Cleber
"O jogo esquentou", vibra Caio
"bola venenoza!", exclama Klener
"Raul ficou no chão e sem a bola", puts, deve ter matado

"Lá vai a bola do Jadson"
"Skol, a cerveja que desce redondo"

"Atlético paranaense pede pra torcida também vibrar", solta mais uma vez Caio

"2 cabeçadas no Fernado Henrique"


"Jadson explodede novo no Patrick", olha a faca!
"Corinthians engata um ritmo de pressão no jogo", deu pra perceber, Cleber!
"Patrick ta percebendo que o Atlético tá encolhido", acho que eles estavam com frio, Caio

"Com um homem a mais, o Corinthians pode se dar o luxo de ficar um pouco mais a frente"
"SpacFox: cabe o que você imaginar"
"Em cima do Marcelinho, o Dênis"

"Gol do Fernando Henrique...na pressão, no sufoco", narra Cleber
"A torcida vibra até com chutão"

"O Atlético é um time enjoado", como assim, Cleber?!?

"Quem joga do meio pra tras tem que ser esperto", aconselha Caio
"a dura sempre vem de tras", conhecimento de causa, Caio?

"Guilherme fez falta por tras"

Até que:
"O ábitro fica com a bola. Fim de jogo no Pacaembu", finaliza Cleber.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Amélia de ontem...Marta de hoje

A Amélia do samba que me desculpe, mas a jogadora Marta também é mulher de verdade! Para os que pensam o contrário, que pensem comigo:
Marta já conquistou 3 o prêmios de melhor jogadora da mundo;
Já ganhou 2 medalhas olímpicas, feito que nenhum marmanjo da seleção masculina de futebol conseguiu ainda;
2009: ano que recebeu o seu terceiro prêmio, ano que a mulherada brasileira comemora 30 anos por ter conquistado o direito de pisar nos gramados (até 1979, nenhuma brasileira podia praticar futebol, futsal e nem basebol)...

Não é a toa que Marta também ganhou um samba:
"ôh, Marta
seu futebol é tudo!
ôh, Marta
é a melhor do mundo!"

sábado, 10 de janeiro de 2009

"A Lei e o Crime": uma mistura de Barcellos e Padilha?

Com uma nova produção no ar, A Lei e o Crime, a Record tenta atrair os olhares do público nas noites de segunda feira. O horário escolhido pela emissora, 11 e 15 da noite, é bem estratégico, uma vez que a esa altura os telespectadores da Globo e do SBT já começam a mudar de canal, a "zapiar".

E para conquistar a atenção dos zapiadores de plantão, A Lei e o Crime aposta em uma trama de ação e violência urbana, envolvendo a história do morro com a do asfalto. Somado a isso, a série entrelaça 3 personagens diferentes: um policial sanguinário, um frente de morro e uma delegada ex-sociality. O que todos têm em comum? A ligação, de alguma forma, com a lei e com o crime.

Apesar desses ingredientes, a Record não inovou no atual cenário brasileiro, apenas seguiu uma tendência que tem se fortalecido. A começar pela linguagem, o seriado se assemelha aos livros do jornalista Caco Barcellos, que faz uso de expressões típicas do morro, como "perdeu!", esculacha, não" e "cara comédia".

Linguagem a parte, A Lei e o Crime também encosta em Barcellos com o personagem Nando, que depois de matar o sogro, vira dono de uma favela. Apesar de ser um criminoso, o primeiro capítulo mostrou o lado humano do personagem. O mesmo olhar sobre criminosos já fui usado por Caco Barcellos no livro "Abusado, o Dono do Morro Dona Marta", com a história de vida do traficante Juliano VP. Além disso, quem já leu "Rota 66", outro livro do jornalista, facilmente associará a figura do violento policial Nepomuceno ao policial Romero do seriado, vivido pelo ator Caio Junqueira.


Por falar em Caio Junquiera, não podemos esquecer que o ator fez o filme Tropa de Elite, de José Padilha. No entanto, enquanto no longa Junqueira era o bonzinho Aspira 06, na série o ator é um tipo de "Capitão Nascimento", ou seja, um policial despreparado emocionalmente e que transforma toda ação em ato selvagem.

A semelhança de A Lei e o Crime co Tropa de Elite, contudo, está em algumas cenas do seriado: a mesma cena utilizada por Padilha, em que a arma aparece apontada diretamente para os olhos do público, como se o cano da arma fosse um dedo nos acusando e como se o projétil viesse parar no meio da nossa testa, também foi usada pela série. Sem contar no vários minutos seguidos de muito sangue e agressão física.

Essas comparações, porém, não são uma crítica. Por outro lado, a trilha sonora das cenas de ação e a atuação de alguns atores da série da Record merece algumas leves alfinetadas. Por fim, a pergunta que fica é: será que A Lei e o Crime fará tanto sucesso quanto Barcellos e Padilha?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Roberta Close recebe flores de jogador sampaulino

Durante entrevista ao TV Fama, programa da RedeTv, no dia 2 de Janeiro, a famosa transsexual Roberta Close é presentiada com flores. Assim que pegou o buque, a morena retirou o cartão entre as flores e o mostrou para as câmeras. O repórter que entrevistava Close caiu na risada quando viu que o bilhetinho estava assinado como "jogador do S.P.", mas a morena fez uma incrível cara de interrogação.
A última vez que eu vi essa cara foi durante uma cena da novela global A Favorita, em que minha vó ficou sem entender porque o personagem gay Orlandinho brigou com Raley quando este disse que o filho de Céu seria corinthiano. "Ele vai ser sampaulino", protestou o gay saradão, deixando minha vó sem compreender.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Só falta ele pedir um no tamanho 44



Jornalista iraquiano: Toda vez que eu chego em casa...
Povo iraquiano: E ai jornalista, o que você vai fazer?
Jornailsta iraquiano: Eu vou usar o meu sapato pra me defender!!!
Povo iraquiano (vibrando): Ele vai dar uma sapatada no cara dos EUA!!!

"Não sei o que o cara disse, só vi o sapato dele", brincou o presidente fanfarrão, depois de virar personagem de música popular em lojas de calçados e de ser convidado para a próxima campanha publicitária da Nike. Bush ainda afirmou que o episódio (hilário) dos sapatos voadores não o envergonhou.
Expert em sapatada, o meu vizinho, um menino de 7 anos e que é o capeta, também afirmou que nunca se envergonha quando tem que fugir da ira dos sapatos paternos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ensaio sobre machado objeto e homem



Foi na branca carteira da sala da primeira série que me ensinaram que machado era substantivo concreto que nomeava um objeto cortante, de cabo de madeira e cabeça dura igual ferro. No ginásio, contudo, machado se promoveu, no meu então pobre e miúdo dicionário, a nome próprio: machado agora vinha acompanhado por Assis.
Ou melhor, Joaquim Maria Machado de Assis, um certo escritor pelo qual me encantaria, não só devido a sua pena afiada, como também por causa da associação que construí em torno de sua imagem: parece loucura, mas sempre vejo um machado de perfil entre a sobrancelha e a boca do homem Assis!
Insanidade à parte, Machado também marcou meu processo de amadurecimento intelectual e social. Isso porque demorei a compreender, por exemplo, a famosa frase dos "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Foi na prática, por outro lado, que descobri o que Bentinho sentia quando disse que conhecia "as regras do escrever sem suspeitar as do amor".
Enfim, o que estou tentando contar é que a palavra machado esteve e ainda está presente em minha formação. Todo esse texto, porém, é só uma tímida opinião de uma leitora machadiana. Afinal, "quem conta um conto" se prepara para receber as batatas ou para "brincar com fogo".

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Herdeiros de Tio Sam

Andava apressada pela Wall Street, acompanhada por centenas de pessoas que pareciam sofrer do mesmo mal que eu: falta de tempo. Aliás, o tempo não faltava, continuava ali, se fazendo sentir pelo sol, que pela sua posição, deveria ser meio dia. A fim de me certificar, olhei para o relógio do prédio da bolsa de valores norte americana. No momento em que o letreiro digital do edifício indicava doze horas, as bolsas mundiais começaram a despencar. Foi quando vários engravatados, resolvendo seguir o ritmo da economia, se jogaram do alto prédio. Literalmente chovia sobrinhos de Tio Sam.
Desculpe-me. Essa história não é verdadeira. Só queria explicar o que imaginei quando ouvi a moça do telejornal avisar que bancos dos Estados Unidos haviam quebrado, enquanto os índices de Nasdaq e Dow Jones caiam. Na tal cena, me imaginei como uma quadijuvante daquele episódio ocorrido em outubro de 1938, conhecido como “Guerra dos Mundos”, em que uma estação de rádio, a CBS, para medir seu poder de influenciar seus ouvintes, informou que alienígenas tinham invadido a Terra. A história que imaginei, no entanto, não seria a de uma suposta guerra entre dois mundos, mas a de um conflito entre homem e economia. Essa seria uma guerra mais coerente, já que a sociedade do século XXI tem mais medo de perder dinheiro do que encontrar com um extraterrestre.
Mas e eu, que sou uma simples estatística de universitária desempregada, como fico no meio dessa crise financeira? Será que meu aluguel subirá? E a minha mesada, descerá? A única coisa que sei, no momento, é que eu e meus colegas de faculdade temos direito a um Restaurante Universitário em nosso campus. Porém se o Estado se negar a construir novamente um RU e culpar a crise econômica por isso, poderá ocorrer uma segunda Guerra dos Mundos.

domingo, 2 de novembro de 2008

Vitória com gosto de derrota...a culpa é do ímpar!



Assim foi o domingo em Interlagos: Massa bem que tentou, Vetel quis contribuir, mas o santo de Hamilton foi mais forte (ou mais rápido). Porém não quero culpar o protetor do inglês, já que o cara mostrou que merece ser o primeiro negro a ganhar o título mundial de Fórmula 1. Prefiro culpar a numerologia!
Veja só, a culpa do azar brasileiro está nos números ímpares:
15: posição que Rubinho Barrichello largou e terminou a corrida;
11: posição que Nelsinho Piquet largou;
1: posição que Massa largou e terminou a corrida;
1: número da volta que Piquet abandonou a prova (esse tem o santo muito carregado, precisa se benzer!)
1: o tanto de pontos que faltou para o Massa levar o título!!!!
Para completar, Hamilton chegou em quinto lugar por causa da "mão mole" do alemão Glock (cujo sobrenome tem 5 letras)!
Quem sabe agora o Massa não coloca mais um A no seu sobrenome (que tem 5 letras) ao invés de usar a mesma cueca do treino classificatório?! É mais higiênico, pelo menos...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pééélvis, Dieguito Maradona!!


MARADONA TÉCNICO DA SELEÇÃO

“Pelé é rei. Maradona é Deus”. Foi o que ouvi de um argentino gorducho em Buenos Aires nesse ano. Se esse hermano estiver certo, brasileiro (incluindo EU) vira ateu, porque Deus não falha duas vezes, assim como Maradona falhou nas duas tentativas anteriores em que tentou ser treinador. Diferente do Deguito, Deus não precisa de terceira chance. E diferente do tal hermano ali, mais da metade dos argentinos não querem Maradona como técnico.
Por isso, muito obrigada, Argentina, por escalar Maradona como técnico da seleção de Messi. Não corremos mais o risco de escalarem o ex-boquense para ser nosso técnico, já que agora é moda ex jogador virar treinador. Ou seja, ruim com Dunga, o anão surdo, pior com Maradona, o “Winehouse” argentino.
Amem!

domingo, 26 de outubro de 2008

Volta o pônei (não) arrependido, com o rabo entre as patas...


"EX-PRESIDENTE DA CÂMARA SEVERINO CAVALCANTI É ELEIRO PREFEITO"
Não preciso nem mencionar que pônei é esse que voltou...aliás, não ele não voltou, sempre esteve pastando lá em Pernambuco. Poxa, será que o nordeste ainda não cansou de ser cavalgado pelos pôneis Cavalcanti? Será que o Severino ainda não cansou de dar uma vida severina para o seu povo?
Deixo as respostas para o Gabriel, O Pensador:

"Ninguém faz nada
Nem os governante, nem a massa dominada
O povo é ignorante. O governo é uma piada.
E se você não é ignorante. Muito bem.
Então, pelo amor de Deus,
Venha se expressar também.
A voz do povo é a voz de Deus
Quem disse isso não fui eu,
Mas acho que quem escreveu essa frase era ateu.
Pq o povo tá sem voz. O povo tá calado.
Tá parado esperando Deus. Batendo palma pro Diabo.
Enquanto o Diabo, rato, porco, vai se perpetuando.
O povo fica parado de baixo.
De quatro, bobo olhando.
Se matando, sem dinheiro.
Esperando deitado de bruços.
Esse é o povo brasileiro"