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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O que é um Natal?

É estranho parar pra pensar o que representa o dia 25 de dezembro todos os anos. Esperamos sempre uma bela festa, sorrisos, alegria, presentes. Esperamos sempre um momento de descontração, boas comidas, um saboroso champanhe. Esperamos felicidade. Mas o que é felicidade? Ontem, indo para casa 22h para me arrumar e sair, vi o caminhão de lixo passando na rua. O que é o dia 25 de dezembro para esses 4 trabalhadores?

Pensando bem, acho que idealizamos demais essa data. Nos obrigamos a estar felizes e junto de pessoas que também devem estar. Estar triste não é permitido. Quando você está triste parece que você está por fora daquele estado de espírito de todas as casas. Você não está adequada.

Ontem, se eu não vi uma bela árvore de Natal iluminada, se eu não comi um belo peru, se eu não sorri, ouvi uma bela música e estive próxima da família e dos amigos o Natal não passou. Sim, o Natal passou e não é a tristeza de uns que fez o dia 25 mudar. As alegrias existiram, mesmo as falsas, aquelas alegrias forçadas a fim de não estragar a festa dos outros. Aliás, essas, particularmente, se deixassem de existir fariam muitas festas menos felizes, mas pessoas mais sinceras e não reprimindo seus sentimentos.


No próximo Natal, desejo sentimentos mais verdadeiros, menos reprimidos, mesmo que isso traga menos alegrias, mas mais sinceridade.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Agora todos podem atirar sapatos no Bush!



Depois do episódio sensacional que ocorreu domingo passado em que o jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi resolveu se manifestar de uma maneira no mínimo lúdica jogando seu sapato contra o Bush Júnior, o incidente que ocorrera durante uma entrevista à imrprensa de Bagdá virou jogo de video game na internet!

Em Paris, o "Sock and awe" é o jogo mais procurado e já está sendo requisitado internacionalmente. Pela contagem do criador, um jovem britânico de apenas 24 anos, Alex Tew, já foram mais de 1,5 milhão de sapatos que atingiram o presidente com sucesso!

O nome do jogo faz uma alusão à operação americana chamada "Shock and awe" em 2003 com o intuito de tirar Saddan Hussein do poder.



No mínimo, Tew está muito feliz com o dinheiro que está ganhando e nós nos divertimos com essas invenções magníficas da era da internet!!

Atire você também pelo site: www.sockandawe.com
Divirta-se!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O BANHO DE LUXO DOS PARLAMENTARES



Agora, mais do que nunca, Brasília será frequentada pelos parlamentares até então mais ausentes. Era questão de infra-setrutura, entende? Faltava um "bom" apartamento, confortável, à altura de seu cargo.
E os problemas deles acabaram!!!!!!!!
Agora não tem desculpa!!! Para nossos queridos parlamentares que se dirigem à capital a trabalho, lutando por um país melhor, reivindicando e aprovando leis que realmente fazem a diferença não há mais problemas. Em tempos de crise financeira em todo o mundo, os apartamentos funcionais dos parlamentares estão ganhando reforma! Sim, aqueles usados eventualmente durante estadias em Brasília. Estavam muuuuito acabadinhos, inusáveis! E não é que para assuntos particulares eles aprovam as coisas rapidinho!!

É, 120 unidades estão sendo reformadas, com um valor a ser gasto de 44 milhões de reais!!!!!!!!

Ouvi dizer por aí que a intenção é explorar todos os recursos de praticidade e conforto, sem pensar nos gastos, magina, pra que pensar nessas coisas não é mesmo?
Afinal que brasileiro não tem uma banheira de hidromassagem em casa?

Sim, foram compradas 120 banheiras de hidromassagem além de utensílios com um preço muito acima que o normal.
Entre os utensílios mais necessários está o Triturador de resíduos, afinal, que parlamentar vai perder termo triturando seus próprios resíduos, não é?!

Não esqueço de ocentar sobre o assento removível para banho, claro que se atentaram para que fosse da linha Conforto, afinal banho cansa a gente né, imagina os parlamentares que chegam cansados depois de um dia daqueles em Brasília, muito merecido!

Faz-me rir!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A GM É AMEAÇADA PELO SEU MODELO ECONÔMICO

A General Motors admitiu o risco de parar de funcionar até 2009. Ameaçada a certo tempo, com a crise, o problema só se agravou. O valor de mercado da empresa automobilística chegou a ser menor que na época da Grande Depressão em 1938.
A Carta Capital da semana passada priduziu uma matéria de capa que descreve todo o processo que desencadeou a atual situação da montadora. A Ford também não fica atrás. O risco de falência era grande e só aliviou com a intervenção do Congresso a fim de possibilitar um empréstimo em dezembro. A Chrysler, fechada, também não consegue empréstimos e está em crítica situação assim como a GM.
Não é a toa que essa situação ocorre. Em outubro deste ano, a venda de veículos diminuiu 32% aproximadamente com o pior desempenho vindo da GM, cuja queda chegou a 45%.
Com a situação de desconfiança generalizada, as exigências para concessão de crédito foram mais bruscas que das outras. A GM não levou em conta a idéia de que precisava de clientes e não espantá-los. Já sofre desde o surgimento das montadoras japonesas nos anos 80. Com a campanha “buy American” da mesma época, tentou-se apoiar as empresas americanas, mas as grandes de Detroit só tenderam a minimizar sua potência no mercado internacional cada vez mais.
Esse ano, mais da metade dos carros vendidos são de montadoras estrangeiras, um grande problema. O antigo modelo de Ford que ergueu países no pós-guerra foi bom para incluir os operários como consumidores mas outros aspectos não agregados pela empresa de Ford foram introduzidos nos ideais da concorrente General Motors. O hedonismo nada praticado pela Ford foi valorizado pela GM com práticas como fantasia, imediatismo e desperdício.
Os seus produtos eram trabalhados pela arte. A GM foi a primeira montadora a criar sua própria financeira. E não foi seguido pela Ford, que considerava a ação prejudicial ao consumidor e à economia. Não à toa, a Ford ficou para trás e só se reergueu 40 anos depois com o pós-fordismo valorizando o marketing.
Contudo, a GM não se esforçou a fim de criar modelos econômicos e que atraíssem o consumidor contemporâneo. Não buscaram eficiência, como dizem os liberais e ecologistas, no consumo de combustível. Preferiram manter a tradição do desperdício e da ostentação. Ademais, como lembram os conservadores, seus custos altos e fixos, conseqüência dos altos salários e dos planos de saúde e previdência aos empregados, não são bem vistos.
Resta agora saber qual será a atitude do governo americano. Estatizar essas empresas ou entregá-las a estrangeiras capacitadas de reerguê-las. O fato é que, no mínimo, o american way of life não funcionou.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Super-Obama?


Sim o Obama ganhou! Entre os dois candidatos, o democrata era o, de fato, valorizável. Não entendo, contudo, o que é que fizeram com a imagem desse novo presidente. Uma vitória? Sim... um negro na presidência da maior (ainda?) potência mundial. Um momento em que todos os americanos buscam o salvador e apostaram todas as fichas no que os noticiários estão chamando de “mudança”, “evolução”, “revolução”. Calma gente, calma.

Os democratas já iniciaram a pré-campanha com o intuito de revolucionar a presidência: uma mulher ou um negro. A disputa interna (e reintegro o que meu amigo Rôney concluiu em seu artigo em hajapaciencia4.blogspot.com: a vitória) foi a disputa pelo futuro presidente, ali, naquele partido.

Obama ganhou da sra Clinton. Obama ganhou de McCain e ganhou de Bush e também ganhou de muito preconceito americano, muito racismo. Mas essa conquista merece o espaço que está tendo? Um Jornal Nacional dedicado a Obama e a sua presidência. Um EMA que menciona Obama como a aprovação americana diante do mundo. A melhora da imagem do cidadão americano, o fim das guerras e invasões, o fim da imposição e da posição pretensiosa de império americano sobre as nações. O império que domina e que controla, ou pelo menos tenta.

Será mesmo o fim de tudo isso? Obama adquiriu imagem, status, fama. O salvador. Mas o histórico presidencial de todo o mundo não demonstra que houve tantos salvadores e revolucionários. Muitos obtiveram imagem, mas pouco agiram. Um exemplo próximo: a minha, e de muitos, grande decepção: Lula. Lula, o pai dos pobres. Não tiro o valor de suas ações, mas faltou muito do que prometeu. O povo brasileiro tinha esperanças assim como o povo americano apóia hoje Obama. E como estará esse governo daqui a quatro anos?

Cautela e menos euforia são meus pedidos de hoje.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ferréz é bom para os contos... (um pouco de LM!)

Capão que cansa mas não descansa

“Capão é um livro de mano para mano. É ácido e violento. É um grito.” (Ferréz)
Por Capão Redondo, Ferréz já perdeu a chance de ser empregado, a periferia nunca foi bem vista, mas ele nunca a deixou. A intenção era descrever suas experiências vividas em Capão Redondo, desde as tragédias até a questão da solidariedade dos moradores do bairro.
Ferréz escreveu um livro para representar a periferia como o rap o faz na música. Era necessário, portanto, preservar o vocabulário, as gírias, o jargão da periferia e a oralidade para facilitar a leitura aos marginalizados, público-alvo do livro.
A capa descreve um garoto com uma tarja nos olhos, uma arma na mão e a favela de plano de fundo. Esta imagem determina o estereotipo do morador da periferia: a idéia do tráfico – arma, da falta de identidade – a tarja, o garoto de vermelho – cor que somada ao ambiente favela, lembra violência..
O romance é escrito em terceira pessoa e apresenta Rael como personagem principal. Um cidadão honesto, trabalha numa padaria, não bebe nem se droga. Tem o grande sonho de ser escritor. A partir de uma relação amorosa proibida, a trama desenvolve-se com um destino que mira a tragédia: vingança, roubo, cadeia, morte.
Ferréz soube trabalhar a ambiência e o cotidiano, porém peca quanto à estrutura do romance. É uma história previsível que não estimula de certo o leitor, sua linguagem rebuscada de violência torna-se, por vezes, exacerbada e consideravelmente chula. Diferente do que faz em seus contos, pelos quais Ferréz atrai qualquer um que leia somente a primeira linha, o romance, talvez por ser extenso, torna-se cansativo.
Capão Pecado é um livro que não sugere intenção de atingir um centro político ou social, é feito pelo marginal e para o marginal. Ferréz buscou a escrita como intervenção social e crítica em relação à realidade de sua comunidade oprimida.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PREFEITURA DE SÃO PAULO SÓ TEM CANDIDATOS LOUCOS!!!

SHOW DA SEMANA PASSADA!
A PREFEITURA DE SÃO PAULO VAI DAR SHOW.... HUHAUHAUHU
Vou dar uma variada nos meus posts... é que realmente este comentário merece!
A prefeitura de São Paulo está AMEAÇADA!
A senhora Suplicy que não é Suplicy faz tempo resolveu sair cumprimentando todo mundo nas ruas. Que belo, que belo, eu acho é que a plástica mexeu um pouco com a sua visão...
No meio do calçadão a candidata resolveu cumprimentar uma modelo, uma modelo DE PLÁSTICO...SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!


Ainda bem que ela riu depois... disfarçou um pouquinho...disfarçou nadaaa!!!
Dona Marta, a senhora puxou muito os olhos!





Pra finalizar, já que eu to falando de prefeitura da capital paulista, mais sensacional que a Marta cumprimentar boneca é o senhor Kassab soltar a seguinte "confissão"... "Muitas mulheres querem se casar comigo" COMO ASSIM... será que ele acha que só a mãe dele é mulher no mundo?... ah fala sério... nem a mulherada que quer casar por dinheiro... garotas, vão procurar uma coisinha melhor que esse não dá pra aguentar não ....................EU HEIN... SAI DE MIM!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Para Alckmin, restam agora os doentes

Alckmin ainda tinha esperanças. No fundo, pensava que o painel poderia se reverter na capital do Estado. Enganou-se. Perdeu o trem ao segundo turno, perdeu a eleição.
E pensar que esse é o mesmo Alckmin que já ameaçou a candidatura presidencial de Lula. Mas ele apenas ameaça. Quando vence é porque o apoio tucano é grande e dessa vez não foi assim.

Os kassabistas tinham como o “cabeça” do movimento, José Serra, um tucano apoiando um democrata. E não deu outra, Serra colocou Kassab, “indiretamente”, na primeira posição rumo à final. Kassab passou de Alckmin e também deixou a Marta para trás. Ela devia estar “relaxando e gozando” demais para não perceber o sucesso da campanha de Kassab à moda Serra.

E o primeiro turno das eleições municipais de São Paulo terminou sem grandes motivações. O voto de exclusão prevaleceu sobre o voto confiante em relação ao candidato. Quem é menos ruim? É nesse que se vota. Ou não. Esse povo deve estar muito confuso. Não tem candidato que sugira mudança, só há as velhas posições que já conhecemos. A Soninha apareceu como um novo rosto, mas talvez faltou algo mais para atrair não só os jovens que nela votaram.

Maluf também não desiste. Na onda dos ditos, o candidato que “nada sabe” pode ser relembrado pelo “estupra, mas não mata”. Claro, acabe com o que existe de físico e psicológico de um ser humano e deixa ele vegetando que é melhor. O Maluf anda pensando como os eleitores paulistanos: o que é menos pior?

E a semana começou bem. Alckmin resolveu mudar de vida, voltar ao seu velho estilo trabalhador de ser, vai voltar a se dedicar à vida que adquiriu com os estudos. O médico resolveu perceber que o seu sucesso pode estar longe da política. Mas é claro, só depois de uns dias de descanso no seu particular sítio. Realmente o médico cansou de brincar de ser político.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A mentira do ministro

Na história em quadrinhos do Palácio do Planalto, Jobim vestiu a camisa do Pinóquio.

O colapso tomou conta do Palácio do Planalto. O senhor ministro da Defesa, Nelson Jobim, não achou que sua “mentirinha” fosse aparecer. Jobim acusou Paulo Lacerda, ex-diretor geral da Abin, Agência Brasileira de Inteligência, de ter capitaneado o suposto grampo publicado pela revista Veja entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e Demóstenes Torres, senador pelo DEM-GO. Acontece que o equipamento utilizado para acusar Lacerda não fazia grampo, foi comprado nos Estados Unidos para ser usado para varreduras e identificação de códigos, foi uma compra sigilosa. O Exército também não gostou nada da atitude do ministro Jobim.
De fato, sua palavra fez o presidente Lula tomar severas providências. Lacerda foi “mandado embora”. Mas Lula soube se redimir, rapidamente, quando descoberta a falsa acusação do “Pinóquio” da Defesa. O senhor Lula ficou bravo, mas...
É difícil entender como é que o presidente, como num ato de pressa, retira Lacerda da direção da Abin e nada faz quando o seu ministro mente. O Jobim mentiu. E não aconteceu nada, não mudou nada, o Lula ficou só um pouco “bravinho”. Mas é claro, o Jobim desejava segurar a Operação Satiagraha e os petistas também. Há casos de grampo legal averiguados pela Satiagraha, na qual petistas discutem interesses pessoais do dono do Opportunity. Se o senhor Daniel Dantas for pego, uma boa turma do PT vai junto com ele. Para finalizar, o senhor Dantas mantém ainda relações com Flávio, filho de Lula, os dois são sócios em negócios no Pará.
O Jobim não vai embora. A decepção cresce quanto a certas posições do presidente. Está faltando mais credibilidade no seu governo. Claro que não se compara ao FHC ou coisa assim, mas a decepção é um fato.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ajoelha e peeede!

Pra começar queria avisar todo mundo que é muito errado chamarmos as pessoas que vivem no país dos bancos falidos de norte-americanos. Estudanidense tá de bom tamanho. O Canadá também é norte-americano, por exemplo!
Tá... o assunto é outro, mas eu sempre me irritei com isso!!!
Ontem, o WaMu faliu, mesmo sendo um banco que atua no varejo, o que, DETERMINARIA solidez à instituição. A CRISE CONTINUA.... e não é preciso nem Osama Bin Laden pra "derrubar" os grandes bancos!!! Tá parecendo dominó!
A CRISE CONTINUA! O fato é que a hora pra ela chegar foi extremamente inapropriada... às vésperas das eleições presidenciais, nem para ajudar a economia, republicanos e democratas entram num acordo.
Teve até secretário do tesouro se ajoelhando à democrata pedindo que mantivessem disposição de acordo. Henry Paulson foi o personagem do dia na reunião da Casa Branca que só serviu para acirrar as disputas presidenciais e provar que a política ESTADUNIDENSE não deixa de interferir na economia.

PS 1. Brasil, para de achar que a crise estadunidense não vai nos atingir! A economia deve desacelerar, como reporta o Valor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cadê os cinco milhões do Sr. Mutran?!

Hoje aconteceu algo engraçado!!!
Um vereador de São Paulo, capital, teve sua casa invadida por cinco criminosos. Pelas últimas informações, os assaltantes buscavam 5 milhões de reais!!!!!! CINCO MILHÕES DE REAIS! CIIIIIINCO MILHÕES DE REAIIIISSS!...Eu tenho lá minhas dúvidas de que "os caras" seriam tão idiotas de entrarem numa casa visada, como é a de um vereador candidato a reeleição na capital do estado, se não tivessem CERTEZA de que lá estava a grana que eles procuravam!!
E, para variar, toda a imprensa nacional deu mais ênfase à invasão da casa do que para o motivo de que o que eles buscavam lá eram 5 milhões de reais "provavelmente" existentes.
Não tenho acompanhado muito a cotação do salário de vereador, mas manter 5 milhões de reais em casa não é nada de mais, é dinheiro de troco, né!!! Ou quem sabe uma herança, uauu!
O fato é que ladrão que prepara e planeja a ação sabe muito bem que o que está buscando EXISTE!! Não souberam achar... Ou então a grana não estava mais lá, quem sabe encontra-se hoje num desses paraísos fiscais por aí a fora. O Sr. Mutran deve tomar cuidado com os locais em que guarda seus bens em espécie... Tem gente de olho neles!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Promoção: 23 mortes por 7,70 cada!!

É incrível como depende do lugar em que se menciona os valores, eles são sempre vistos de maneira diferente. Em Brasília, oferecer R$ 7,70 significa desvalorizar o outro, ou até mesmo ironizar sua posição política. Como assim, receber R$ 7,70?! Isso é dinheiro de troco. É... em alguns lugares, realmente, é dinheiro de troco.
Na Indonésia 23 morreram. 23 pessoas morreram porque estavam "lutando", ou melhor, aguardando para receberem R$ 7,70 cada. E o mundo se manifestou?! Essa notícia virou uma pequena reportagem da Folha de ontem. Uma notícia que deveria ter sido comentada em todos os meios da nossa comunicação dita tantas vezes democrática.
Não quero usar esse espaço para pedir um mundo melhor. Quem sou eu?! Eu apenas escrevi..., foi a maneira que encontreu de me manifestar, aproveito para demonstrar a minha indignação diante daqueles que poderiam, ao menos tentar resolver essa situação vergonhosa.

Fica aí o pedido! Que as notícias não se tornem velhos jornais esquecidos!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Teologia da Prosperidade

Talvez seja pretensioso de minha parte começar a escrever tocando num assunto, de certa forma, muito polêmico. Não consigo, contudo, conter-me em dar a minha opinião a partir da reportagem de capa de Carta Capital da retrasada. Demorei, mas aqui estou!
A guerra evangélica entre as igrejas parece-me um tanto quanto absurda. Cada dia que passa, mais igrejas, dentro da Grande Evangélica, surgem para imporem suas regras não condizentes com a igreja-origem, funde-se uma nova igreja. Parece-me que os pastores insatisfeitos unem-se e “bum”, outra igreja foi fundada, outra ideologia determinada e aquela que era uma só igreja, hoje engloba uma dúzia que se acusa e se ofende. “O importante, afinal, é saber que a igreja em que se encontra é a mais próxima do Deus tão aclamado e também, de certa forma, tão rico.”.
“Você não tem o “cash”? Dê ao bom Deus o seu carro, deixe aqui a chave da sua casa, assim, ele te perdoará, o milagre irá realizar-se. Acreditem!”. Os cultos de muitas igrejas evangélicas determinam que o dinheiro e a propriedade doados são os meios de se atingir o senhor.
A Teologia da Prosperidade é praticada, constantemente, durante os cultos. A Igreja Universal é a grande potência evangélica no Brasil. Chega a sustentar a Rede Record com os lucros advindos da fé do povo. A novata Mundial, erguida por ex-pastores da Universal, ataca a TP praticada por Edir Macedo e sua igreja, a Universal. Valdemiro Santiago, pastor da Mundial, contudo, finaliza seus cultos “informando” seus fiéis de que a igreja necessita de muito capital para custear programações de TV, como mencionou a Carta Capital. A matemática já está na sua cabeça e pelos cálculos, se cada fiel desse 50 reais, em duas semanas ele atingiria o valor necessário. A igreja contava, no momento, com 14 mil pessoas. Uma atitude, no mínimo, contraditória.
Mundial ou Universal, não importa, parece que os líderes religiosos da crescente Evangélica têm as mesmas intenções. Não critico a fé do povo evangélico, cada um tem a sua. Critico, aqui, essa chamada Teologia da Prosperidade, pela qual a igreja enriquece em troca do fiel comprar o seu lugar no céu, ser perdoado ou receber um milagre. Enquanto nada acontece para comprovar, o povo fiel e miserável trabalha não usufruindo daquilo que adquiriu; seus bens estão, em espécie e em propriedades, na crescente conta da igreja.

Não acuso a fé, acuso a instituição, a empresa que dá valor ao dinheiro num ambiente de fiéis miseráveis.