segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Lamentável ajuda...


Não é a primeira vez que fenômenos naturais arrasam cidades inteiras, destroem casas, fazem vítimais fatais e geram miséria por onde passam. Assim como em 2006, quando a costa sudeste da Ásia sofreu com os estragos causados pelo Tsunami, neste ano, moradores de cidades como Itajaí e Blumenau, em Santa Catarina, viveram uma catástrofe causada pela chuva.

Frente à enchente que assolou cidades catarinenses e o drama vivido por diversas famílias, pessoas do Brasil inteiro resolveram praticar um ato de solidariedade e fazer doações de alimentos, roupas, brinquedos etc. Apesar do esforço por parte dessas pessoas, grande parte do material não tem chegado àqueles que realmente precisam, pois voluntários que trabalhavam no encaminhamento dos itens doados e alguns soldados do Exército foram flagrados furtando roupas, mantimentos, tênis, entre outros.

É incrível como pessoas como essas têm a coragem de roubar materiais que se tornam essenciais na vida de quem perdeu tudo ou quase tudo com as chuvas. Muitos que não têm onde morar, o que vestir e nem sequer o que comer deixam de ter o direito de receber as doações feitas para eles por pessoas de diversas classes sociais, muitas que a muito custo enviaram sua ajuda. Enquanto ouvimos falar neste lamentável "desvio", recebemos a nota de que um morador de Ilhota que perdeu a casa e cinco parentes durante as chuvas devolveu R$ 20 mil achados em um casaco doado para sua família. É com notícias como essa que ficamos cada vez mais confusos quanto a índole e o caráter do ser humano.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a decepção


Parafraseando José Saramago, apenas no título, não conseguiria mais que isso, quero escrever hoje sobre a decepção.
Nesses tempos de fim de ano, quando as pessoas se lembram das boas palavras - que remetem a bons sentimentos- e saem por aí, dizendo e dizendo (quase nunca sentindo e desejando de verdade)... É aí, eis que surge aquele ser humano que você nunca fala, que nunca dirige a palavra e muito menos o olhar para você e diz, com aquele sorriso de fotografia (se é que me entendem) e diz: "Feliz Natal, Feliz Ano Novo! Tudo de bom para você e sua família... Paz, saúde, amor, esperança"... Ahhh... É sempre assim. E é a partir daí que eu começo a me decepcionar.
Sim! DECEPÇÃO! Palavra feia, né?! Proibida, pelo menos no sagrado mês de dezembro! Ora bolas, as pessoas vivem essa "indústria da esperança", como disse Drummond. Esperam ser mais felizes, mais ricas, mais saudáveis, mais mais no dia que vem vindo. No reveillon soltam-se fogos cheios de esperança de que quando todos acordarem, que estejam todos melhores, mais mais. Mas aí, as pessoas voltam para casa na manhã, bêbados, com o branco da roupa um tanto quanto escuro cheirando a champanhe, cerveja e vinhos. Mas quando voltam, não se importam com o ser humano que está ali, em seu passeio e dizem "malditos vagabundos, não trabalham e ficam enxendo o saco". E aí, depois que acordam, cheios de ressaca, continuam sendo quem sempre foram, não procuram mudar, fazer acontecer o que na meia noite passada tanto desejaram. É... Esperam que todas as palavras bonitas que ouviram e que falaram na noite anterior venham e batam na porta, assim como aquele senhor cheirando a pinga fez.
Não, não, não! Bando de babacas alienados! Não vão bater à sua porta! Você é que vai ter que correr atrás, se quiser. Parem de reclamar, comece assim! Por favor, agradeçam mais. Mais e mais. Assim, quem sabe, vocês possam ser mais e mais. Sei lá.
Continuaremos (porque eu também faço parte dessa cadeia de bobagens) a errar, a trair, a mentir, a pecar, a amar, a odiar, a cantar, a chorar... Continuaremos a nos decepcionar... Mas, continuaremos.
Ahh... Sei lá! Queria só desabafar, na verdade. É que, como faço parte da indústria da esperança, desejo para esse ano de 2009 que as pessoas sejam mais mais, que elas comecem a agir para ser assim. E aí, a palavra decepção vai, cada vez mais, fugir do meu vocabulário. Do nosso vocabulário.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O que é um Natal?

É estranho parar pra pensar o que representa o dia 25 de dezembro todos os anos. Esperamos sempre uma bela festa, sorrisos, alegria, presentes. Esperamos sempre um momento de descontração, boas comidas, um saboroso champanhe. Esperamos felicidade. Mas o que é felicidade? Ontem, indo para casa 22h para me arrumar e sair, vi o caminhão de lixo passando na rua. O que é o dia 25 de dezembro para esses 4 trabalhadores?

Pensando bem, acho que idealizamos demais essa data. Nos obrigamos a estar felizes e junto de pessoas que também devem estar. Estar triste não é permitido. Quando você está triste parece que você está por fora daquele estado de espírito de todas as casas. Você não está adequada.

Ontem, se eu não vi uma bela árvore de Natal iluminada, se eu não comi um belo peru, se eu não sorri, ouvi uma bela música e estive próxima da família e dos amigos o Natal não passou. Sim, o Natal passou e não é a tristeza de uns que fez o dia 25 mudar. As alegrias existiram, mesmo as falsas, aquelas alegrias forçadas a fim de não estragar a festa dos outros. Aliás, essas, particularmente, se deixassem de existir fariam muitas festas menos felizes, mas pessoas mais sinceras e não reprimindo seus sentimentos.


No próximo Natal, desejo sentimentos mais verdadeiros, menos reprimidos, mesmo que isso traga menos alegrias, mas mais sinceridade.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Só falta ele pedir um no tamanho 44



Jornalista iraquiano: Toda vez que eu chego em casa...
Povo iraquiano: E ai jornalista, o que você vai fazer?
Jornailsta iraquiano: Eu vou usar o meu sapato pra me defender!!!
Povo iraquiano (vibrando): Ele vai dar uma sapatada no cara dos EUA!!!

"Não sei o que o cara disse, só vi o sapato dele", brincou o presidente fanfarrão, depois de virar personagem de música popular em lojas de calçados e de ser convidado para a próxima campanha publicitária da Nike. Bush ainda afirmou que o episódio (hilário) dos sapatos voadores não o envergonhou.
Expert em sapatada, o meu vizinho, um menino de 7 anos e que é o capeta, também afirmou que nunca se envergonha quando tem que fugir da ira dos sapatos paternos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Em tempo: programão para o fim de semana

Entre minhas passeadas na internet, em busca de algo pélvis para publicar aqui, encontro a seguinte chamada, dentre as Últimas Notícias muito pélvis do Terra:



Me desculpem os que passaram 10 horas na fila pra comprar o ingresso 25 vezes mais caro, mas eu ri. Muito.

Imaginei a família paulistana planejando o fim de semana: vamos levar as crianças para ver a Madonna, é mais barato que ir ao cinema!

E, como eu sou muito chata, vou acabar com a fantasia dessa família: menores de 12 anos não entram nem acompanhados dos pais. Aaaah...

Confesso que queria muito ir ao show. Mas se fosse de graça - ou algo próximo dos dez reais. Só não vou porque meu cheque especial me lembra que a viagem custa 5 vezes o show, o que o torna caro demais.

Enfim. Delão, hein, Madonna? Quem diria!

Vamos fechar uma van e ir ver a Madonna em São Paulo! Cinqüentão paga tudo: viagem (que é o que fica mais caro), ingresso e cachorro-quente pós-show.

Obs: não estou desmerecendo os guerreiros que ficaram 10 horas na fila para pagar 300 reais pelo show; fã é fã, e eu também sou fã o suficiente de alguns artistas para pagar isso.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Agora todos podem atirar sapatos no Bush!



Depois do episódio sensacional que ocorreu domingo passado em que o jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi resolveu se manifestar de uma maneira no mínimo lúdica jogando seu sapato contra o Bush Júnior, o incidente que ocorrera durante uma entrevista à imrprensa de Bagdá virou jogo de video game na internet!

Em Paris, o "Sock and awe" é o jogo mais procurado e já está sendo requisitado internacionalmente. Pela contagem do criador, um jovem britânico de apenas 24 anos, Alex Tew, já foram mais de 1,5 milhão de sapatos que atingiram o presidente com sucesso!

O nome do jogo faz uma alusão à operação americana chamada "Shock and awe" em 2003 com o intuito de tirar Saddan Hussein do poder.



No mínimo, Tew está muito feliz com o dinheiro que está ganhando e nós nos divertimos com essas invenções magníficas da era da internet!!

Atire você também pelo site: www.sockandawe.com
Divirta-se!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Linda, safada e rica


Stefania Gabriella Germanotta, 22 anos, de uma família de ítalo-americanos, foi uma criança exibicionista. Conforme foi crescendo, desenvolveu um talento (nato: aos 4 anos, aprendeu a tocar piano de ouvido) para compor músicas que foi aproveitado por diversos artistas, como Britney Spears, New Kids On The Block e Pussycats Dolls.
Stefania tem a história e o perfil de artista - e o nome: Lady GaGa, uma referência à música Radio GaGa do Queen.
2008 foi um ano decisivo em sua carreira: o compacto Just Dance, lançado em abril, com três músicas, iniciou a divulgação do trabalho de Lady GaGa. Aproveitando a divulgação conseguida com a apresentação no Miss Universo, em julho, o CD The Fame foi lançado oficialmente, 3 meses depois. Três clipes já rondam o Youtube: Poker Face, Beautiful Dirty Rich e Just Dance, o primeiro single.
Não extremamente bonita (beirando o "normal") e sexy de um jeito às vezes bem pouco sexy, GaGa é uma boa pra quem quer ouvir algo não extremamente novo, mas um electro-pop pouco diferente. E, pra quem quiser, no meu Blip tem algumas músicas ;)

Em tempo 1: desfazendo qualquer possível ilusão, ela já assumiu não ter um único fio loiro na cabeça.



Ok, "normal" sou eu. Morena, ela é beeeem bonita.

Em tempo 2: Veja a apresentação da Lady GaGa no concurso de Miss Universo:


Outros links: site oficial, Myspace e canal oficial no Youtube.